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O varejo regional ganhou participação! 🛒

há 5 minutos
2 min de leitura

As dez maiores varejistas do Brasil respondiam por 39,6% das vendas das 300 maiores do país em 2021. Em 2025, essa fatia caiu para 36,4%, segundo o Ranking TOP 300 do Varejo Brasileiro 2026, do IRTT - Instituto Retail Think Tank.


A diferença de 3,2 pontos percentuais pode parecer pequena, mas, aplicada ao faturamento atual do grupo, de cerca de R$ 1,3 trilhão, equivale a mais de R$ 40 bilhões e ajuda a dimensionar o espaço conquistado por empresas fora do topo do ranking.


No varejo alimentar, enquanto Carrefour, Assaí Atacadista e GPA cresceram entre 2,5% e 5,2% em 2025, redes de forte atuação regional avançaram em dois dígitos.


• Grupo Mateus cresceu 18,2%

• Supermercados BH, 20,9%

• Super Muffato, 17%

• Grupo Pereira, 14%

• Grupo Koch, 25%


Parte desse avanço envolve expansão e aquisições. O Supermercados BH, por exemplo, incorporou a operação mineira do Bretas Supermercados, vendida pela Cencosud por R$ 716 milhões.


A mesma Cencosud assinou um acordo para adquirir o St Marche, com 32 lojas voltadas ao público de alta renda. Na minha visão é que esses movimentos mostram como domínio regional e especialização pesam nas decisões sobre onde competir e investir.


Para quem planeja trade e mídia, o crescimento dessas redes amplia a importância de negociar praça por praça, considerando calendários, tabloides, programas de fidelidade e hábitos de consumo próprios.


Uma estrutura comercial concentrada em poucas contas nacionais pode deixar oportunidades relevantes fora do planejamento.


No retail media, segundo o Ranking ABRAS - Associação Brasileira de Supermercados 2026, 48% das empresas pesquisadas já realizam ações, com presença tanto nas lojas quanto nos canais digitais próprios.


Acessar essas audiências pode exigir lidar com diferentes mídia kits, critérios de contratação e formatos de relatório. Sem uma régua comparável de resultado e incrementalidade, existe o risco de a verba continuar concentrada onde é mais fácil comprar e medir.


Tem aí uma oportunidade para marcas e agências que consigam operar essa diversidade e ajudar as redes regionais a transformar relevância local em propostas de mídia claras, com indicadores que sustentem a decisão de investimento. Isso exige conhecer cada praça e construir uma forma de avaliar os resultados entre operações diferentes.



Antônio Netto

Head de Planejamento e Conteúdo na Pullse (Grupo Dreamers). Mestre em Administração, cursando MBA em Inteligência Artificial Aplicada a Negócios na FAAP. Host do Podcast Papo Bizz, sobre marketing, varejo e comportamento do consumidor.


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