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A verba de influência está descendo para a base da pirâmide
Nos Estados Unidos, nano e micro creators respondiam juntos por 19,5% do orçamento de influência em 2021. A projeção para 2027 chega a 47,2%. Ou seja, quase metade da verba deve ficar com creators que possuem menos de 20 mil seguidores. Durante muito tempo, o marketing de influência repetiu a lógica da mídia tradicional. Concentrava o investimento em poucos nomes, comprava alcance e esperava que a visibilidade do creator fosse transferida para a marca. Essa distribuição começ
Freitas Netto
17 de set.2 min de leitura


Os creators lançaram uma categoria de perfume antes que a indústria brasileira percebesse
O Brasil movimentou cerca de R$ 50 bilhões em fragrâncias em 2025, com crescimento de 10% no ano e projeção de chegar a R$ 74 bilhões até 2030, segundo a Euromonitor. Somos o segundo maior mercado de perfumaria do planeta, atrás apenas dos Estados Unidos, e um dos mais estruturados. Venda direta com milhões de consultoras, franquias de marca própria em praticamente toda cidade média, indústria nacional com histórico de lançamentos em ciclos de catálogo. É um mercado que sabe
Freitas Netto
16 de set.6 min de leitura


A vantagem do TikTok Shop que Mercado Livre e Shopee não conseguem copiar
O Mercado Livre liberou esta semana o Mercado Livre Live, com transmissões ao vivo dentro do próprio app e um estúdio de oito horas diárias no Rock in Rio. A Shopee já tinha feito o mesmo movimento com a Shopee Live. Os dois maiores marketplaces do país agora operam o formato que o TikTok Shop trouxe para o Brasil há pouco mais de um ano. O tamanho do mercado explica essa pressa. O live commerce movimentou US$ 172,9 bilhões em 2025 e a projeção para este ano é de US$ 230,3 bi
Freitas Netto
4 de set.2 min de leitura


Quatro marcas brasileiras que estão bombando em live commerce no TikTok Shop, e o que cada uma está fazendo de diferente
Tenho estudado bastante o TikTok Shop e o avanço do live commerce no Brasil. A plataforma chegou por aqui há pouco mais de um ano, mas, toda vez que vou atrás de novos casos, encontro alguma marca que já parece ter pulado a fase do teste. Algumas estão vendendo milhões em poucos dias. Outras mobilizaram dezenas de milhares de afiliados. E há quem tenha transformado consultoras, funcionários e especialistas da própria empresa em apresentadores. Quatro marcas começaram a aparec
Freitas Netto
28 de ago.8 min de leitura


O que sobra de uma marca que vive de trend?
Por que capturar atenção não significa construir memória de marca Imagina um time de marketing muito engajado. Gente jovem, antenada, de olho em tudo que acontece nas redes sociais, pronta para aproveitar o próximo conteúdo que está bombando nas redes e adaptá-lo à linguagem da marca. Nos últimos meses, no seu feed passou pelo “se quiser vim ver”, pelo “eu nunca te falei, mas eu acho que você ficaria lindo de…”, pelas batalhas de "farmar aura", por Moranguete e Abacatudo e pe
Freitas Netto
22 de ago.6 min de leitura


Você reparou que influenciador grande voltou a postar link de achadinho?
Por muitos anos o mercado tratou UGC como apelido para creator pequeno. Estética informal, celular na mão, audiência menor, comissão de afiliado enquanto os seguidores não cresciam. Quando crescia, o creator "subia de degrau" e passava a viver de publipost, representava marca, topo e meio de funil, contratos mais longos. Claro que cupom de indicação sempre existiu, "use FULANO10", que o público usava no checkout do ecommerce. Só que isso era apêndice da publi. Mas aí veio o p
Freitas Netto
16 de ago.2 min de leitura


Quanto vale sua hora? A conta que quase nenhum CREATOR faz!
Vê aí se você reconhece esse cenário: a proposta chega por direct. Um reels sobre o produto com combo de stories, R$ 1.500, entrega em uma semana. Parece bom. É mais do que você cobrou no job anterior, a marca é conhecida e o produto até combina com o seu conteúdo. Você responde que topa! Duas semanas depois, o vídeo está no ar. Entre a mensagem inicial e a publicação, passaram-se três trocas de e-mail para acertar o briefing, quatro horas escrevendo e reescrevendo o roteiro
Freitas Netto
15 de ago.8 min de leitura


Quanto vale um influenciador? Marca e creator nunca sabem se a publi está cara ou barata
A proposta chega por e-mail. Um reels + 3 stories, R$ 8 mil. Do lado da marca, o gerente olha o número e pensa que está caro para um perfil de 120 mil seguidores. Do lado do creator, a resposta demora dois dias e vem com a sensação incômoda de que poderia ter pedido mais. Os dois fecham o negócio. E os dois saem da mesa achando que perderam. Essa cena se repete todos os dias em um mercado que movimenta bilhões de reais no Brasil e que, mesmo assim, ainda não construiu um crit
Freitas Netto
13 de ago.9 min de leitura


As seis disciplinas do pensamento estratégico em tempos de IA: quantas ainda dependem de gente?
Uma análise crítica do livro de Michael D. Watkins sobre como a inteligência artificial redistribuiu o peso das seis disciplinas: o que a máquina já executa e o que continua dependendo de gente. Já indiquei este livro por aqui, quando escrevi sobre a importância de olhar para a própria carreira com mais estratégia. Depois voltei a ele com calma, capítulo a capítulo, e encontrei algo que não estava na indicação: as seis disciplinas que Michael D. Watkins descreve funcionam, li
Freitas Netto
12 de ago.8 min de leitura


Marketing de influência: por que sua melhor campanha pode parecer um fracasso no relatório
O papel invisível do creator entre a exposição e o relatório de resultado. Uma pessoa vê o review de um creator numa terça à noite. Não clica. No dia seguinte pesquisa o produto. Salva o nome da marca. No sábado compra na loja física, sem link e sem cupom. Na segunda, o relatório da campanha registra poucos cliques e conversão abaixo da meta. A venda aconteceu, mas o relatório registrou fracasso! Essa cena deixou de ser um caso isolado. O estudo O Efeito da Influência no Cons
Freitas Netto
10 de ago.5 min de leitura


O que descobri olhando para o primeiro ano do TikTok Shop no Brasil
Os dados revelam uma plataforma que já move descoberta, desejo e decisão de compra, mas ainda disputa a própria receita que ajuda a gerar. O primeiro ano da operação do TikTok Shop no Brasil veio cercado de números enormes: o GMV (Volume Bruto de Mercadoria) médio diário mensal cresceu 102 vezes, o número de criadores afiliados ativos aumentou 46 vezes e o GMV médio diário mensal gerado pelas lives avançou 161 vezes. Tudo isso é relevante e diz bastante sobre a velocidade de
Freitas Netto
3 de ago.7 min de leitura


Da atenção à retenção: os 10 desafios do marketing atual
Em 2025, as marcas investiram R$ 42,7 bilhões em publicidade digital no Brasil, alta de 12,7% sobre 2024 e crescimento acumulado de 80% em cinco anos, segundo o Digital Adspend 2026, do IAB Brasil em parceria com a Kantar Ibope Media. Social media concentra 55% desse volume e search, 26%. Guarde esses números, porque eles descrevem um mecanismo econômico simples. Entrou 80% mais dinheiro em cinco anos disputando uma atenção humana que continua limitada e cada vez mais fragmen
Freitas Netto
31 de jul.9 min de leitura


Você sabe o que é IA agêntica? A nova disputa do varejo começa aqui
Marcas continuarão disputando a preferência das pessoas, mas também precisarão ser escolhidas por máquinas A experiência de comprar online sempre funcionou de um jeito específico. Você vinha do Google, clicava no site, navegava, comparava, lia reviews, decidia. A marca criava uma vitrine. Você consumia essa vitrine. A marca importava porque comunicava promessa, qualidade, identidade. O consumidor era o ponto final de todo design: cores, palavras, imagens, histórias. Em 2026,
Freitas Netto
29 de jul.9 min de leitura
![Influência digital exige arquitetura de jornada [Pesquisa]](https://static.wixstatic.com/media/4c7aaa_ece188bc1dde41b1a52f90dee6c1e64c~mv2.jpg/v1/fill/w_333,h_250,fp_0.50_0.50,q_30,blur_30,enc_avif,quality_auto/4c7aaa_ece188bc1dde41b1a52f90dee6c1e64c~mv2.webp)
![Influência digital exige arquitetura de jornada [Pesquisa]](https://static.wixstatic.com/media/4c7aaa_ece188bc1dde41b1a52f90dee6c1e64c~mv2.jpg/v1/fill/w_454,h_341,fp_0.50_0.50,q_90,enc_avif,quality_auto/4c7aaa_ece188bc1dde41b1a52f90dee6c1e64c~mv2.webp)
Influência digital exige arquitetura de jornada [Pesquisa]
A publi abre a descoberta. A decisão acontece fora do feed. Boa parte do mercado brasileiro aprendeu a contratar influência como se contrata mídia: alcance, engajamento, volume de entregáveis e um relatório no fim do período. O que raramente entra nesse escopo é o que acontece com o consumidor depois que ele vê o conteúdo. E os dados sugerem que é justamente ali que a compra se decide. A pesquisa Consumo e Influência Digital 2026, do Opinion Box com a Influency.me, ouviu 1.20
Freitas Netto
24 de jul.7 min de leitura


"Contágio" em tempos de algoritmo: por que a distribuição virou parte da estratégia
Como o clássico de Jonah Berger continua indispensável para entender a viralidade e compartilhamento, mas precisa ser relido na era dos creators e dos algoritmos. Publicado em 2013 e lançado no Brasil como Contágio: por que as coisas pegam, o livro nos ensinou que a viralidade dependia das pessoas certas compartilhando a mensagem certa. Hoje sabemos que existe um terceiro ator nessa equação: o algoritmo. Isso não torna Contágio, de Jonah Berger, ultrapassado. Pelo contrário.
Freitas Netto
15 de jul.9 min de leitura


A Vaca Roxa em tempos de IA: ainda faz sentido ser diferente?
Tá... muito provavelmente você já deve ter ouvido falar da tal da Vaca Roxa. E não estou nem falando da vaca das campanhas do chocolate Milka. Em 2003, Seth Godin publicou um livro que conseguiu atravessar duas décadas de viradas tecnológicas sem perder o sentido. A premissa é simples: em um mercado saturado, ser marcante é a única posição que protege uma marca. Tudo que se acomoda na média desaparece da memória do consumidor. É nesse ponto que surge a metáfora de Godin: vaca
Freitas Netto
24 de jun.8 min de leitura


O que faz uma publi funcionar no TikTok? Os principais achados da minha pesquisa de mestrado
Defendi recentemente minha dissertação de mestrado, sob o título "TikTok Marketing: uma análise das estratégias de storytelling digital em publicações patrocinadas de criadores de conteúdo". Este artigo é uma forma de sintetizar esse trabalho e colocá-lo para circular fora do meio acadêmico. Faço isso por uma razão simples. Os achados têm relevância teórica para os estudos de comunicação e marketing, mas têm relevância igual, talvez maior, para quem decide campanha na prática
Freitas Netto
20 de jun.16 min de leitura


O Marketing 7.0 de Kotler e a indústria que esqueceu como as pessoas pensam
Por que o novo livro de Philip Kotler funciona como diagnóstico cultural sobre os limites do marketing na era digital, e o que ele revela sobre o estado da nossa indústria Existe uma cena que se repete todos os dias no feed de qualquer pessoa minimamente conectada. Marcas postando o mesmo formato. Reels com trends replicáveis. Carrosséis que poderiam ter saído de qualquer agência. Campanhas que sumiriam se você trocasse o logo no canto do card. Conteúdos institucionais sobre
Freitas Netto
7 de jun.17 min de leitura


Creators: o último resquício de humanidade na produção de conteúdo na era da IA
Empresas usam IA para gerar campanhas. Marcas usam IA para replicar trends . Profissionais usam IA para produzir em escala o que antes levaria semanas. Robôs publicam, bots comentam, humanoides digitais apresentam produtos com voz, rosto e cadência treinados para parecer gente. O resultado é um feed que nunca teve tanto conteúdo e tão pouca presença humana de verdade. É aí que os creators se tornaram algo que ninguém havia previsto: o último resquício de autenticidade recon
Freitas Netto
13 de abr.7 min de leitura


Geração Alfa e o varejo físico: por que o futuro do consumo não é digital como imaginávamos?
Durante anos, o mercado operou sob uma premissa quase incontestável: quanto mais digital a geração, menor a relevância do varejo físico. A Geração Alfa deveria ser o ápice dessa lógica. Nascida a partir de 2010, filha de millennials e a primeira geração formada inteiramente em um ambiente hiperconectado, mediado por plataformas e interfaces digitais, tudo indicava que sua relação com o consumo seria majoritariamente digital, funcional e orientada por conveniência. Diferente d
Freitas Netto
9 de abr.5 min de leitura
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